As coisas realmente mudam
- há 2 dias
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Tenho tido algumas reflexoes sobre poder, dever e como as coisas mudam enquanto crescemos. Provavelmente você ja se pegou pensando nisso,mas hoje isso ficou mais latente comigo.
Minha mãe me falou há alguns dias, e ela sempre me criou assim, de que eu posso tudo, no sentido de ter garra e conquistar as coisas, que se eu me esforçasse chegaria onde desejaria, e eu acredito que ela estava certa em alguns aspectos, e agradeço por ela sempre ter me criado assim, destemida, e se tiver com medo, vai assim mesmo (menos com esportes e coisas radicais, aí eu já não sou mais assim, sou muito medrosa, porque cresci com medo de quebrar o pescoço e morrer igual a uma galinha), mas na vida não.
Passamos por muitas coisas, e a situação com o vovô nos fez seguir a vida de uma forma diferente, então eu realmente não posso esquecer de tudo isso e deixar qualquer pessoa me tornar fraca. Esse era o ponto da mamãe. Mamãe criou uma guerreira - memes...
Pois bem, há alguns dias ela me lembrou novamente disso, de que eu posso muitas coisas, mas ao mesmo tempo eu não deveria algumas coisas, e foi assim que graças a ela hoje não comprei uma pashimina que queria MUITO, eu sempre que vejo uma queria comprar, na verdade, eu adoro.
Acho que é algo que ninguém sabe sobre mim, e provavelmente nem eu saberia alguns anos atrás, e aí vem o segundo pulo do gato: eu sou zero a pessoa que eu fui um dia, e talvez zero a Giovanna que serei daqui a cinco anos, e é tão absurdo pensar nisso.
Eu amo podcasts de crime, ouvia toda semana, por que não escuto mais com tanta frequência? ou como eu não usava pashiminas antes, e por aí vai. Nós realmente mudamos muito ao longo da vida, né
Algumas coisas ficam para sempre, será que só isso era real, o que fica para sempre? Neste momento escuto Yo vivo por ti, música do último álbum do RBD, o melhor na minha opinião depois de adulta, o que envelheceu melhor. Então isso era real?
Enfim...
Estive orgulhosa em pensar nisso porque partiu de eu conseguir me posicionar e dizer "opa, isso aqui eu não admito não. É o meu limite ultrapassado", e apesar de doer, é muito simbólico conseguir colocar limites, e tem sido muita terapia para isso. Muita...
É bom, me ajudou a ver que eu não sou a mulher maravilha, nem a Natasha, eu sou uma mulher com limitações, e aparentemente cansaço. E sabe que é normal? eu realmente tenho o direito de me sentir cansada e não fazer pelos outros o que ninguém faria por mim, e assim respirar e descansar.
Quero dizer, eu me sinto culpada pela casa estar suja, mas ao mesmo tempo me sinto tão cansada. Tenho condições de terceirizar esse serviço? por que me sinto tão culpada por isso, de não dar conta de tudo MESMO.
Eu sou menos por não conseguir? Eu acho que não...
Ainda tenho muita terapia pela frente, mas o que quero deixar aqui é que estamos, realmente, em constante mudança, e eu não sei de muita coisa, porque o que eu sei no momento em que escrevo esse texto, provavelmente não será o que eu sei quando ele for publicado, é tão estranho...
Nesse meio tempo que escrevo acaba de começar a tocar a música mais triste do RBD: adiós. Eu gritei e chorei tanto no show. Fiquei tão feliz por ter a oportunidade de poder cantar essa música no show. São lembranças boas demais. Nunca mais viverei algo assim, então eu realmente agarro as memórias o mais forte que eu posso...
Deixa eu ir, que o serviço de bordo chegou...

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