Eu não
- 22 de jun.
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Duas semanas sem publicar nada e me "obrigando" a relaxar depois, estou de volta aos textos, e enquanto estive ausente dos teclados pensei em um milhão de coisas que renderiam textos, peças, filmes e tragédias estampadas na revista Capricho.
Cheguei a conclusões que podem ou não estarem certas, e se o amor não acabou? não sei, mas vai que...
Me apareceram novas manchas de estresse ou ansiedade, e cada vez que eu olhava para elas me estressava por estar estressada, mas nada que terapia não resolva.
Pois bem, estive viajando ao lado do meu melhor amigo, noivo e companheiro. Assistimos aos jogos dos nossos times e da seleção brasileira, assistimos ao Pedra Letícia e curtimos muito.
Quando eu penso em casamento ideal me pego pensando que se eu fizesse essa pergunta para Giovanna baby ela diria provavelmente que é um casamento sem brigas ou que eles se amam muito e demonstram isso o tempo todo.
Ela estaria um pouco certa, e de acordo com a minha visão de casamento é quase isso, mas brigas... bem, elas existem, e eu aprendi isso na terapia.
Discutir, descordar é muito normal, não que seja cotidiano e todos os dias vocês discordarão por alguma coisa, mas vai acontecer, afinal, a sua mãe - provavelmente - não criou o seu marido, então a criação, vivências e visão são diferentes.
É aí que entra o pulo do gato: o diálogo. E vou dizer uma coisa para vocês completamente baseada no que eu acho: se vocês têm dificuldade de conversar e se abrir sem morar juntos, boa sorte quando forem conviver debaixo de um mesmo teto, é realmente como as pessoa se conhecem.
Quando eu conheci o Davi eu odiava falar de finanças e dívidas, evitava falar disso até com a minha mãe, porque sempre tem alguém para dizer algo que eu poderia ter feito melhor, ou aquela cara de "caramba..." então eu sempre me senti uma pessoa fracassada por ter dívidas e mais dívidas aos 27 anos.
Eu não tenho medo de falar sobre isso com ele, e para mim é como pisar em um território desconhecido que eu não havia pisado antes, me sentir confortável para falar sobre algo que me tira de eixo completamente, é tão... diferente...
Convenhamos de que eu não sou a pessoa mais segura para não mudar opinião e de duas, tornaram-se três semanas, provavelmente, e cá estou eu.
Ando meio distante do que eu achei que estaria pós-férias, mas o celular continua sendo um grande vilão de me distrair e deixo meus livros, estudos e textos e tudo se tornam mais meia hora jogando travel town, 45 minutos vendo vídeos engraçados, receitas e cabelos tingidos.
Eu sou a grande culpada, mas quando não?
Tive que levar para a terapia meu atual grande problema com compulsão alimentar, e eu queria conseguir explicar o que sinto, mas ao mesmo tempo, parece tão patético ficar ansiosa e sentir um desespero (não é uma simples vontade) é um negócio absurdo te mandando IR COMER, mas não funciona com comida qualquer... É surreal passar esse desespero com COMIDA.
Então como é recente e eu ainda não estou lidando tão bem quanto gostaria, também não consigo pôr em palavras.
Digo que recentemente tive uma crise muito intensa porque tentei resistir às vontades da fome emocional, foi uma batalha corporal, emocional e psicológica muito intensa.

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