Uma carta de saudade
- 30 de jan. de 2023
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Às vezes sinto que ninguém, absolutamente ninguém entende a falta que meu avô faz na minha vida, e nem eu fazia ideia de como doeria ter o coração partido como nunca antes na vida. Acontece que eu realmente não queria passar meses e meses chorando por causa disso, não por ele, mas sim para não ser uma pessoa que vive chorando pitangas e atrapalha o descanso eterno dele, sabe?
Vez ou outra eu choro, mas acabo me sentindo egoísta e culpada, então me forço a parar de chorar, mas tinha tanta coisa que eu queria contar para ele, tanta coisa já aconteceu depois do dia 18 de agosto...
Eu não consigo continuar, é demais para mim.
Mas vou escrever como venho repetido tantas e tantas vezes quando estou sozinha: eu sinto TANTO a sua falta, Paulo Roberto, e eu tento tanto escrever para ver se me sinto melhor, e eu nunca sinto, nunca passa, parece que tem algo que aperta meu peito cada vez que eu tento lidar.
Depois de muito chorar, obrigada ao meu irmão por me ajudar a não morrer de tanta dor hoje.
Eu escrevi isso ainda em 2022, e foi um dia tão difícil.

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