Eu vinha mas dei a volta
- 16 de mar.
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Eu estava prestes a vir escrever sobre os conselhos que damos na vida, e sobre como todos eles são relativos à vida que temos no momento em que falamos, vinha falar sobre o aniversário do blog, mas como a vida nunca me deixa na mão, os ventos sopraram para outro lado.
Estou magoada neste momento. Eu sei que eu sou uma mulher forte, eu sei disso porque eu sei de tudo que já passei e o que enfrento internamente, mas é tão cansativo ter que lidar com as batalhas de outras pessoas. Eu sempre digo e repito: eu não quero saber de brigas alheias, eu já estou CHEIA de problemas, afinal ~eu sou assim, extremamente problemática (parafraseando adorável psicose)~, e isso é uma coisa realmente que me define.
Eu levei muito a sério o fato de 2026 ser um ano de limpeza e mudanças, e tenho tentado me desfazer dos rancores que tenho guardado em mim, não são tantos, mas não são tão poucos quanto eu gostaria. Então, tenho tentado refletir e repensar o que julgo injusto ou não, porque se até agora não foi o meu achismo que resolveu as coisas, não será agora que resolverá.
Eu só precisava pôr para fora para conseguir dormir em paz. Desde sempre foi o que eu fiz, e o que sempre almejei.
Então finalmente posso falar que a vida é intensa, louca e cheia de surpresas, sempre, e quando você acha que sabe de algo, você não sabe de coisa alguma. Eu sinto saudades da minha mãe. Eu só precisava escrever isso mesmo, se ela precisa de algo, eu já não estou ao lado para ser o suporte. E me magoa isso também.
Eu posso finalmente dizer que os conselhos que dei um ano atrás talvez não sejam os que eu daria hoje, e esses aqui provavelmente não serão os que falarei amanhã, e parece-me que a vida é assim, hipócrita, constante e alternativa.
Tudo se resolve. Uma hora resolve, vai por mim...
Eu não sei como resolver as coisas agora, mas em algum momento entenderei o porquê das coisas, mas se eu pensar pelo lado da terapia, eu nem tenho como e nem posso entender o porquê das coisas dos outros, só das minhas, e olhe lá...
Eu passei o dia 12 numa tremenda correria. Tive diversos sentimentos querendo explodir por conta dos 11 anos do blog, mas me mantive quietinha. Eu me sinto muito feliz, e não sei quantas vezes eu já repeti isso aqui. É a coisa mais preciosa que tenho, minha forma de me expressar e tentar entender um mundo maluco.
Fiquei refletindo que se um dia vier a ter filhos, ou até mesmo os meus irmãos e sobrinhos lerão esses textos pela primeira vez, já que pouquíssimas pessoas leem agora, e saberão de coisas que não imaginam... Por favor, alguém paga o domínio, eu não quero perder...!!!
É uma das coisas que eu mais amo e mais me faz feliz. Eu não poderia estar relativamente sã se não fosse por isso aqui. Nem sei mais como falar isso de maneiras diferentes, porque é tudo tão repetitivo, mas é que é uma única verdade: esse espaço me acolhe, e assim, eu posso tentar acolher meus sentimentos.
E por que eu ainda escrevo num blog se ainda escrevo no meu caderno? Eu não sei, para falar a verdade. Acho que o Desenfresca virou quem eu sou, e virou sinônimo de tudo isso que falei aqui, acho que querendo ou não, isso me dá forças, e eu sei, ninguém além de mim liga, mas vai que alguém lê e vê algo que precisava ser dito, mas não foi?
É isso que eu espero.
A vida é maluquinha né
Mas é bom

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